sexta-feira, 1 de julho de 2016

Se liga pastor!!!



Em nossos dias esse comentário deve ser considerado, por isso, creio que a postagem se faz necessária.
No século passado, os pastores colocavam as iniciais V.D.M. depois de seu nome. Esta não é uma abreviação de algum grau acadêmico, mas uma descrição de seu trabalho. As iniciais vêm do latim “Verbi Domini Minister”, isto é, Ministro da Palavra do Senhor. Um pastor, estritamente falando, não é ministro da igreja, mesmo que tenha sido ordenado por ela. Ele não é ministro de uma congregação local, mesmo que um conselho ou assembleia supervisione o seu trabalho e pague o seu salário. Um pastor é primeiramente e acima de tudo ministro do evangelho de Cristo, pois Jesus o envia a ensinar e a pregar as boas-novas (Mt 28.19,20). O pastor é, pois, um servo da Palavra de Deus. Como Paulo coloca: “Como é que o povo vai ouvir a não ser que alguém pregue [a Palavra]?” (Rm 10.14). Mas se o pastor é um servo da Palavra, então deve devotar-se inteiramente à tarefa da proclamação das boas-novas do Evangelho. Ele deve resguardar-se contra atrativos que o levem para longe dessa responsabilidade. Devoção genuína à oração e à pregação coroarão o seu trabalho com bênçãos indizíveis.

Fonte: Comentário Bíblico de Hendriksem Atos vol.1 Capitulo 6

terça-feira, 8 de março de 2016

Feliz a mulher que é!


"A mulher quer, hoje ser reconhecida, não pelo que ela faz, mas pelo que ela é."


Excelente frase para refletirmos!
O que a mulher é? Segundo padrões bíblicos, fisicamente, sensível e atraente; emocionalmente, determinada, inteligente e afetiva. Esses adjetivos deveriam nos proporcionar reconhecimento da importância da mulher não só pelo que faz, mas por quem é. A função jamais determinara quem a pessoa é, mas suas características sim. A mulher, ser que foi divinamente formada com características próprias, atende a necessidade da complexidade da sociedade e da família, ser que sua essência simboliza metade da existência humana que existe e que virá a existir. Por isso, nem seus adjetivos não menospreza sua importância, seu significado e sua atribuição.

Parabens para todas as mulhere, pricipalmente para a que AMO! 


Ana Cristina - Somos casados a 17 anos, temos tres filhos (Lucas, Luana e Gabriel) - 

Pastor Alisson Bandeira
Natal, 08, de março de 2016.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Quer saber onde Deus está?

Presença de Deus
Gosto de pensar na história bíblica como uma narrativa de como o ser humano, depois de expulso do jardim do Éden, será conduzido de volta à presença de Deus. Isso significa que entre Gênesis 1-2 e Apocalipse 21-22 o ser humano está longe ou afastado de Deus. O relato bíblico registra, de um lado, o drama da vida longe de Deus e, de outro, como Deus manifesta a sua presença na história e na vida humana. Há diversos modos ou manifestações da presença de Deus na terra.
Nessa perspectiva, a vida humana é um paradoxo de se estar longe do Deus presente.
Objetivamente, Deus está presente, contudo, o pecado nos separa dele. Subjetivamente, nos sentimos afastados dele e vemos como indivíduos e a sociedade não o têm como centro de sua vida.
Acredito que parte essencial da mensagem e missão cristã é proclamar a presença de Deus e tornar Deus o centro da vida e sociedade humana contemporânea.
 Na igreja cristã, há diversas compreensões sobre a presença de Deus na terra hoje. Elas não são necessariamente excludentes, porém, revelam a ênfase de cada tradição. Há a compreensão de que Deus se manifesta nos atos salvíficos revelado nas Escrituras e que a sua proclamação, portanto, manifesta a sua presença. Há os que compreendem que Deus se manifesta por meio de seu poder e manifestações do Espírito. Há a compreensão de que é por meio da prática da justiça que Deus manifesta a sua presença. Outros ainda veem que é no viver ético e moral do povo de Deus que Deus se manifesta. Enfim, há diversas maneiras de compreender e proclamar a presença de Deus na terra.
Resumo do artigo de William (Billy) Lane da Revista Ultimato

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Ideologia de Genero

Preciso replicar a informação publicado no jornal, edição 31 de 02/08/2015 escrito por Antonio Luiz Rocha Pirola, colaborador de OJB. Depois de ler e resumir a reportagem, me senti na obrigação de contribuir na divulgação dessa abençoadora posição.
Que seja uma leitura edificante.

A socióloga alemã Gabriele Kuby: “A Ideologia de Gênero é a mais radical rebelião contra Deus: o ser humano não aceita que é criado homem e mulher, e por isso diz: ‘Eu decido! Esta é a minha liberdade!  - contra a experiência, contra a natureza, contra a razão, contra a ciência. É a perversão final do individualismo: rouba ao ser humano o que lhe resta da sua identidade, ou seja, o de ser homem ou mulher, depois de se ter perdido a fé, a família e a nação. É uma ideologia diabólica: embora toda a gente tenha uma noção intuitiva de que se trata de uma mentira, a Ideologia de Gênero pode capturar o senso comum e tornar-se em uma ideologia dominante do nosso tempo”.
Nossa Constituição Federal; no artigo 229 diz que os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores. Ainda fez menção ao artigo 1634 do Código Civil Brasileiro, que diz que compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores, dirigir-lhes a criação e educação.

Como disse Mário Sérgio Cortella em um vídeo no Youtube, não podemos confundir educação com escolarização. A educação é a formação de uma pessoa, e ela cabe aos pais. A escolarização é uma parte da educação que cabe ao Estado no sentido de ajudar os pais na educação dos filhos, mas nunca substituí-los. Portanto, o papel do Estado na educação é secundário e deve respeitar os limites da lei para não ferir o princípio constitucional da legalidade (Art. 37 caput da CF/88).

Que Deus nos ajude ao combate das ideologias diabólicas!!

terça-feira, 21 de abril de 2015

CONSAGRAÇÃO

Salmos 141

-Introdução: Consagrar significa dedicar inteiramente. Por exemplo, um artista consagrado é alguém que já provou sua capacidade por um bom tempo. O desejo de santificar a vida é produzido pelo Espírito Santo que nos convence do pecado (João 16.8-11), pois “esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (I Tessalonicenses 4.3).
Davi expressa no texto do Salmo 141 sua vontade de consagrar sua vida a Deus. Suas palavras são fonte de inspiração para nos consagrar mais ao Senhor. O texto cita algumas partes do corpo que demonstram o nível de sua dedicação espiritual.
Como se consagrar a Deus?
Vamos refletir sobre a consagração da vida para Deus:
1- Santidade no OUVIR: v.1 “SENHOR, a ti clamo, dá-te pressa em me acudir; inclina os ouvidos à minha voz, quando te invoco”.
O primeiro pedido de consagração do salmista Davi foi pelos seus ouvidos. Aquilo que ouvimos determina muito do que forma nossa personalidade. Se formos ouvir tudo o que os outros dizem nunca vamos conseguir agradar a ninguém. Muitas vezes é melhor fazer como Saul quando as pessoas desacreditaram nele, “porém Saul se fez de surdo” (I Samuel 10.27). Acima de tudo é importante ouvir a voz de Deus em oração quando Deus fala em nosso coração.
Quem deseja consagrar a vida, precisa ter cuidado com o que ouve das pessoas que vivem na “prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores” (v.4). Muitas vezes a influência do que ouvimos pode prejudicar nossa vida espiritual trazendo malícia ao nosso coração, então “não vos enganeis, as más conversações corrompem os bons costumes” (I Coríntios 15.33). Por isso precisamos ouvir cada vez mais a Palavra de Deus que fortalece a nossa fé (Romanos 10.17).
Consagre seus Ouvidos ao Senhor!


2- Santidade nas MÃOS: v.2 “seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina”
O segundo pedido de Davi é por suas mãos. Mãos estas que venceram leões, ursos e gigantes (I Samuel 17.37), mas que também tocavam harpa em louvor a Deus (I Samuel 16.23 e 18.10).
A oferenda vespertina era a oração da tarde quando o sumo sacerdote apresentava o sacrifício da tarde (Êxodo 29.39- 41; 30.7,8) pouco antes do pôr do sol. Era um momento de oração comum para o povo de Deus (Esdras 9.5; Daniel 9.21). Desde a criação do homem Deus se encontrava com seus filhos “na viração do dia” (Gênesis 3.8) para lhe mostrar antes do escurecer que não estavam sozinhos. Foi à tarde que Jesus se ofereceu como sacrifício pelos nossos pecados (Lucas 23.44) e também à tarde apareceu para seus discípulos (João 20.19).
Enquanto o sacerdote estava dentro do santuário oferecendo o sacrifício, o salmista apenas com suas mãos se apresentava diante do Senhor. O erguer das mãos simboliza render-se diante de Deus em entrega total. Também é uma atitude de louvor e um juramento de fidelidade, “assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos” (Salmos 63.4).
O significado deste momento de oração era a entrega de tudo o que viveu durante o dia nas mãos do Senhor. É um momento de reflexão diante do Senhor. As mãos também são as nossas obras que devemos pedir a Deus que “confirma as obras de nossas mãos” (Salmos 90.17). Precisamos purificar nossas mãos (Tiago 4.8) pedindo perdão pelos nossos erros.
Consagre suas Mãos ao Senhor!
                              
3- Santidade nos LÁBIOS: v.3 “Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios”.
O terceiro pedido de consagração de, Davi foi por sua boca, pedindo que seus lábios dedicados à oração (v.1) “inclina os ouvidos à minha voz, quando te invoco”, se preocupa até com o que come (v.4c) “não coma eu das suas iguarias” e com o que fala (v.6) “as minhas palavras, que são agradáveis”. De fato Davi não hesitava em cantar e testemunhar publicamente diante de Deus.
A nossa boca precisa ser consagrada a Deus para falar somente o que agrada ao Senhor. Precisamos pedir que Deus que guarde a nossa boca e pedir ao Senhor que perdoe o pecado de nossa língua (Isaías 6.5-7). Pelas nossas palavras seremos julgados (Romanos 3.4), por isso devemos pedir perdão quando falamos algo que não é agradável a Deus ou ao próximo.
Se você deseja consagrar seus lábios a Deus, faça um propósito de não falar mais palavras feias como xingos ou palavrões, termos com duplo sentido ou que seja pejorativo. Procure cantar apenas músicas de louvor a Deus e principalmente aprenda a falar a Palavra do Senhor.
Consagre seus Lábios a Deus!


4- Santidade no CORAÇÃO: v.4 “Não permitas que meu coração se incline para o mal”
O quarto pedido do salmista foi consagrar seu coração a Deus. Certamente sabia que “sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4.23). É muito importante consagrar o coração para Deus entregando os sentimentos e emoções nas mãos do Senhor.
Muitas vezes deixamos nosso coração exposto a sentimentos maus que contaminam nossa vida, por isso precisamos pedir que “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4.7). O coração não deve ser lugar para amargura e coisas ruins e sim o lugar onde está o trono de Jesus como Senhor em nossas vidas.
Para saber se o seu coração é consagrado a Deus basta examinar o que é valioso para você, “porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Lucas 12.34). As palavras também demonstram se o coração está cheio de Deus “porque a boca fala do que está cheio o coração” (Lucas 6.45). Mas ainda que “o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas” (I João 3.20).
Consagre seu coração a Jesus, pois Ele está batendo na porta para entrar (Apocalipse 3.20). Jesus ensinou que não podemos deixar o coração ficar sobrecarregado (Lucas 21.34), então devemos aliviar o que nos angustia entregando tudo a Deus (Salmos 37.5).
Consagre seu Coração a Deus!


5- Santidade na MENTE: v.5 “repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça”.
O quinto pedido do salmista é que haja óleo sobre sua cabeça. O óleo era usado como proteção à secura do deserto, simbolizando a unção de Deus que nunca pode faltar (Eclesiastes 9.8). O salmista está disposto a ser repreendido “porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3.12).
Muitas pessoas não gostam de ser repreendidas, tornando-se pessoas de “dura cerviz” (Atos 7.51), ou seja, ‘cabeça dura’ mesmo. São pessoas que acham que sabem tudo e não aceitam aprender para que “não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente” (Romanos 12.2).
Nossos pensamentos precisam ser disciplinados “levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (II Coríntios 10.5), passando a pensar apenas coisas que são para o louvor a Deus e edificação do próximo (Filipenses 4.8).
Existe um ditado que diz que ‘mente vazia é oficina de satanás’. Mas a capacidade de criar, imaginar, elaborar, compor, redigir, e tudo o que o cérebro humano faz é um milagre de Deus. Isso é uma prova de nossa semelhança com o Deus Criador (Gênesis 2.27). Sua mente foi criada por Deus para o seu bem e não para o mal. Então recuse todo mau pensamento em sua vida. Lute para ocupar seu tempo com coisas que edificam você, seu próximo e sirva de louvor a Deus.
Consagre sua Mente a Deus!


6- Santidade nos OLHOS: v.8 “em ti, SENHOR Deus, estão fitos os meus olhos: em ti confio”.
O sexto pedido do salmista foi pela purificação de seus olhos. Precisava aprender a olhar mais para Deus e menos para o mundo (Provérbios 16.2). Certa vez também prometeu que “não porei coisa injusta diante dos meus olhos” (Salmos 101.3). Com certeza já tinha visto muita coisa ruim e agora queria contemplar algo que lhe transmitisse paz.
Jesus ensinou que “são os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas” (Lucas 11.34) para mostrar o cuidado que devemos ter com nosso olhar. Além disso, existem coisas que não podem ser vistas com olhos e precisamos ter cuidado também, para não perder a visão espiritual (Efésios 1.8).
O jeito de ver as coisas determina nossas intenções. Um dos maiores problemas das pessoas é a malícia, quando se vê defeitos e problemas em tudo. Por isso precisamos pedir a Deus que nos ajude a olhar tudo como Deus vê, “porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração” (I Samuel 16.7). Isso não implica em julgar as pessoas, mas em buscar um discernimento espiritual em cada situação.
Consagre seus Olhos ao Senhor!


7- Santidade no ANDAR: v.9 “Guarda-me dos laços que me armaram e das armadilhas dos que praticam iniquidade”.
O sétimo pedido do salmista é que Deus o guarde por onde andar. Isso nos fala de santidade nos pés. Como guerreiro estava acostumado a andar vigilante, tomando cuidado em cada passo para não cair em armadilhas inimigas.
Os pés também simbolizam o nosso caminhar ou modo de viver. Jesus é o modelo a ser seguido, pois “aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” (I João 2.6). Quem cuida do seu andar é “bem aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores” (Salmos 1.1). Este cuidado tem promessa de Deus “porque o SENHOR será a tua segurança e guardará os teus pés de serem presos” (Provérbios 3.26).
Assim como uma estrada leva a um determinado destino, os caminhos da vida são as decisões ou atitudes que tomamos e têm suas consequências. Por isso é importante pedir a direção de Deus, sem nunca esquecer que Jesus é o “caminho, a verdade e a vida” (João 14.6). A Bíblia também é como um GPS espiritual, pois “lâmpada para os meus pés é a tua Palavra e luz para o meu caminho” (Salmos 119.105). Devemos pedir a orientação de Deus antes de tomar qualquer direção.
Consagre seu Andar para Deus!


Consagre-se para Deus!
-CONCLUSÃO:
A vida de consagração deve ser uma busca constante. Até que alcancemos a dimensão de ser totalmente santificados para Deus, precisamos abrir mão de muitas coisas. Mesmo assim nunca podemos desistir de fazer esta entrega dos pés à cabeça, para que o “Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Tessalonicenses 5.23).

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A ignorância do intelecto


Lendo Baxter, percebi que seu ministério foi dedicado ao discipulado e pregação da Palavra, no âmbito da pregação, registrou que todo pregador precisa falar de forma  "tão simples que o ignorante consegue compreender, tão seriamente que os corações amortecidos possam sentir a ação do Espirito". Durante muito tempo o incomodo do uso da linguagem erudita ou popular tem sido motivo de debate do uso no púlpito. Perceba que no argumento grifado nesse texto, devemos alcançar o ignorante e o amortecido que também cabe ao intelectual. A intelectualidade pode ser vista como uma expressão ignorante no entendimento do evangelho. Por isso concluo o texto reforçando que o método usado para exposição da Bíblia de forma intelectual não define a sabedoria contida na pregação, assim também como, a falta da intelectualidade não garante o alcance dos corações amortecidos.
Alisson Bandeira 27/01/2015

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Grandioso Deus, sabemos que nada do que recebemos é exclusivo de nosso merecer e sim fruto da Sua Graça e Amor. Passamos sete dias maravilhosos contemplando parte da beleza de Sua criação, dias especiais, momentos inesquecíveis. Percebemos Sua presença nos livramentos e nas providencias em cada situação que vivemos, por isso, nossos corações hoje expressam uma gratidão que palavras não conseguem expressar. Continuamos entregando nossa vida como oferta, nos esforçando para exercer teus planos e projetos dia a dia. Que o Teu Espirito nos guie, nos fortaleça e nos ilumine conforme Tua soberana vontade.

Oração de corações que querem com gratidão, testemunhar de Ti. Obrigado Deus!     
Pr. Alisson Bandeira

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Nascimento!


Natal 24 de dezembro de 2014.

O nascimento de uma criança pode expressar para uma família muitos sentimentos, exemplos diversos podemos perceber em diversas histórias. Talvez em nossas famílias vivenciamos experiências que nos lembra uma situação especial. Alegria, apreensão e comprometimento são atitudes que o nascer de uma criança exige dos adultos a sua volta. A festa na expectativa de toda gravidez é algo comum nessa situação, mas jamais poderemos esquecer a mudança causada pela responsabilidade do que essa nova vida produz em nós. A proposta do nascimento de Cristo traz as mesmas exigências no significado do seu nascimento. Transformação! “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” João 3.3
O nosso primeiro nascimento significou muito para os adultos que nos cercavam, assim o nascimento de Cristo deve também causar transformação em nossa vida ao ponto de nos trazer novas reflexões e ações por causa do impacto do nascimento de Cristo. Uma nova vida produz um novo nascimento, uma nova vida gera um ser transformado trazendo alegria e comprometimento. O nascimento causa transformação...

Pr. Alisson Bandeira


Feliz Natal

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Discipulo



Que espaço de tempo maravilhoso que Deus nos proporcionou esses dias. Iniciando com uma bela paisagem, um almoço especial, e os relacionamentos se intensificando. Fomos agraciados com um momento de comunhão e fortalecimento no principal proposito confiado a nós por Jesus, Ser discípulo e fazer discípulo. 
Conversando na viagem de volta com amigos pastores, comentamos que nos muitos textos que a bíblia apresenta propósitos e planos de Deus, posteriormente você encontrará métodos para chegar a esses objetivos, por exemplo: Lemos em Efésios 5.18 a orientação para sermos cheios do Espirito Santo como alvo, posteriormente lemos Paulo nos dando a metodologia para nos enchermos, e diz: falando entre vós com salmos, entoando e louvando, dando graças e etc. Assim Jesus nos ensina na "grande comissão". Como o nome já revela, esse é um projeto singular e de grande importância para os cristãos. Qual a metodologia usar para chegarmos a esse propósito? FAZER DISCÍPULOS! 
É impressionante como nos distraímos com programas, atividades, treinamentos na tentativa de buscar métodos para realizar o que Cristo nos ordenou. Precisamos aprender a observar as metodologias que nosso Mestre nos ensinou, precisamos atentar para sua simplicidade, para Seus valores. Ele nos mostra que relacionamento é o método básico e fundamental para expandirmos seus ensinos e projetos.
Esse treinamento (nem posso chamá-lo de congresso, seminário por que a simplicidade se destacou) alcançou nosso coração de tal forma que percebemos a intensidade de ação do Espirito Santo em nosso meio, confirmando aquilo que não deveria precisar de confirmação, que o discipulado foi e será a ferramenta mais eficiente para o alcance de vidas.   
Louvado seja nosso Deus, seu Filho Jesus Cristo e o Espirito Santo pelo amor, graça e misericórdia em nós derramada.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Politica Brasileira no contexto 2014

Política
Penso em politica sendo um ministério que luta pelo direito de uma sociedade. Contrario a politicagem brasileira atual, que manifesta suas ideias para ludibriar os que desejam melhorias em suas comunidades. Penso em corrupção uma manifestação do coração corrupto inundado do pecado original.
Mas o que entristece tem sido  uma serie de cristãos deixando ser levado por uma politicagem agressiva e um corrupção ilusória querendo convencer outros a mudarem de opinião. Deixo aqui registrado minha convicção. "não acredito na solução dos problemas do nosso país, dependendo das atuais propostas políticas existentes". A pergunta agora é, qual sua sugestão?
Tardiamente queremos resolver, agora só nos resta votar. Mas por favor, não venha querer me convencer que estamos diante da solução do Brasil. Votarei sim. Mas ciente que nenhum dos candidatos trará a solução de nosso país. Hoje não resolveremos esse problema com voto e sim com oração.
Pastor Alisson Bandeira.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Fé!

O que é e o que não é fé?
Guy Richard17 de Abril de 2014 - Teologia

O que, então, é fé? Historicamente, o cristianismo ortodoxo respondeu essa a questão distinguindo três principais elementos que, juntos, compreendem a fé salvífica. Falando de maneira geral, três palavras latinas foram usadas para identificar esses três elementos: notitia, ou “conhecimento”; assensus, ou “assentimento”; e fiducia, ou “confiança”
O primeiro elemento da fé salvífica é notitia, ou conhecimento, que aponta para o fato de que a fé genuína deve crer em alguma coisa. Em outras palavras, ela deve ter conteúdo intelectual, deve ser baseada no conhecimento de certas verdades fundamentais. Romanos 10.9, que afirma que “se... creres que Deus ressuscitou [Jesus] dentre os mortos, serás salvo” há um conteúdo doutrinário para a fé. Fé significa crer em certas proposições; nos exemplos citados acima, as proposições são “que Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos” e “que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus”.
O segundo elemento da fé salvífica é assensus, ou consentimento; parecer favorável. Isso se refere à convicção intelectual de que o conhecimento que alguém possui é factualmente verdadeiro e pessoalmente benéfico. Nós vemos esse elemento de fé retratado em passagens bíblicas como João 5.46-47; 8.31-38, 45-46; 10.37-38; 14.11.
O terceiro elemento da fé salvífica é fiducia, ou confiança. É de longe o mais importante dos três elementos que mencionamos. Sem esse elemento, a fé é meramente um empreendimento intelectual, esse elemento consiste em uma confiança pessoal em Cristo como ele é oferecido no evangelho, e uma completa confiança nele para a salvação. Ele é visto em passagens que falam sobre crer “em” Jesus (por exemplo, Jo 3.15-16; Rm 9.33; 10.11) e em passagens que falam de “inclinar-se” ou “repousar” sobre Jesus (Sl 71.5-6; Pv 3.5-6), “olhar” para ele (Jo 6.40; Hb 12.1-2), e “comprometer-se” com ele (2Tm 1.12; Mt 11.28; Sl 37.5).
Os três elementos ilustrados
Considere a seguinte ilustração. Imagine que quatro pessoas são lançadas sem comida ou água no meio de um campo muito extenso cheio de minas terrestres. Suponha que um dos indivíduos cegamente escolha um caminho pelo campo e siga naquela direção sem hesitar. Esse não é um exemplo de fé, mas é mais como aquela tolice da qual falamos anteriormente. Fé genuína não é cega; é baseada em conhecimento.
Mas suponha que um helicóptero apareça sobre os três homens que restaram, e do helicóptero, uma parte interessada anuncia o caminho pelo campo minado. Um dos homens confia na palavra da parte interessada e caminha de uma vez pelo campo minado. Isso também não é um exemplo de fé. Sim, as ações do homem são baseadas em conhecimento (o testemunho da parte interessada) e consentimento (o homem considera o testemunho como verdadeiro e benéfico em atender as suas necessidades). Mas a sua ação ainda é cega, pois é baseada em conhecimento insuficiente (isto é, o testemunho incerto de um completo estranho). Ela também carece do mais importante elemento da fé: confiança pessoal naquele que fala.
Suponha, contudo, que os dois homens restantes façam certas perguntas à parte interessada para discernir como ele veio a conhecer o caminho correto do campo, por que ele quer ajudá-los e o quão certo ele está de que pode guiá-los seguramente através das minas terrestres. Suponha que eles também peçam referências da parte interessada para ver se ele conhece alguém que eles conheçam ou a quem sejam relacionados. Suponha que eles até mesmo tentem testar as suas instruções, lançando objetos na direção que ele sugere para ver se parece estar livre de minas. Ao fazer tais coisas, os dois homens restantes estão reunindo conhecimento suficiente para decidir se podem confiar no indivíduo do helicóptero. Essa confiança (fiducia), que é edificada sobre um conhecimento (notitia) e consentimento a tal conhecimento (assentus), é do que se trata a fé. Tal fé não é “boba” de maneira nenhuma, mas completamente razoável.

Quando notitia, assensus e fiducia estão presentes juntos, há verdadeira fé. E quando há verdadeira fé, boas obras necessariamente seguirão. Boas obras não são parte da fé; elas fluem da fé. É somente a fé que recebe o dom de Deus da justificação, mas fé que justifica nunca estará sozinha; ela sempre se manifestará em boas obras.


AutorGuy Richard

sábado, 1 de março de 2014

Incomodo?!!


O convívio de 3 anos nas imediações de um bairro pode despertar em nós algo interessante. Nestes dias, percebemos um investimento dos governantes no carnaval de nossa cidade, um evento com tamanha grandeza. Mesmo que seja por pouco tempo, este ano isso é notório.
Nesse feriado foi interditada uma das avenidas, fazendo com que os carros, passassem pela frente do nosso templo, mas como é costume da maioria das comunidades de nossa cidade, estaremos neste feriado, em nosso “retiro espiritual” planejado desde o ano passado.
O que podemos fazer como cristão nessa situação?
Responder a essa pergunta pode trazer sérios riscos de perder o conforto de estar descansando em nossa agradável residência, nestes dias de feriado. Isso nos incomoda!
Essa atual pergunta promove em nós a tentativa de agir como seguidores de Cristo e nos faz refletir sobre a pressão cada vez maior, mais próxima e ameaçadora do “mundo”, seus desejos e valores, sobre a Igreja do Senhor. Um dilema nos é apresentado.
O que fazer?
Agir como corpo de Cristo ou levar a guardar o candeeiro embaixo da cama? (referência ao texto bíblico de Mateus 5.15) 
Será que a ideia de que devemos “iluminar” durante todo o ano não é mais uma forma de acomodação?

Tenho certeza que seria coerente, bíblico e cristão aproveitar essa oportunidade!

"O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de Coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança de nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinza, óleo de alegria em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça PLANTADOS PELO SENHOR PARA SUA GLÓRIA" Isaías 61:1-3

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

“Siga-me”

Caminhando dia-a-dia com Jesus.
As Escrituras descrevem a salvação como um presente. Jesus, no entanto, referiu-se ao discipulado como algo difícil, e desafiou aqueles que optaram por segui-lo a pagar um alto preço. Para Jesus, não havia conflito entre receber seu perdão gracioso e submeter-se ao seu senhorio exigente. Ele sabia que , como Senhor, os chamava a uma vida de serviço que exigia obediência a cada passo. Receber o presente desconsiderando o Doador seria inimaginável.

Usufruir do relacionamento (“Salvador” e “Perdoador”) sem abraçar tudo o que Jesus significa (“Mestre” e “Líder”) seria tão absurdo quanto participar de uma cerimônia de casamento sem considerar a possibilidade de amar e dedicar-se ao seu cônjuge até que a morte os separe. Tecnicamente falando, você não está casado só porque age como se estivesse, e não se torna um cristão apenas por ser bom. Mas... faria sentido casar-se sem intenção de agir como casado? Faz sentido receber a Cristo sem intenção de obedecer ao seu comando?

Efésios 2.8,9 promete graça salvadora incondicional; o versículo seguinte (2.10) diz que Deus preparou boas obras para que andássemos nelas.

O que significa seguir a Cristo como Senhor no nosso dia-a-dia?

O proposito é nos tornarmos capazes de identificar áreas especificas para crescimento pessoal e os passos necessários para tornar o senhorio de Cristo mais atuante em nossa vida.

Que em 2014 possamos lembrar desse desafio diariamente!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O TEMPO PASSA, VOCÊ DEMORA, AS ALMAS SE PERDEM!

A  XV  CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA DA IGREJA BATISTA DE PONTA  NEGRA  TEVE COMO TEMA  -“TERRA SECA ALMA SEDENTA” - FOI  UMA VERDADEIRA  BENÇÃO. AS  NOSSAS CONGREGAÇÕES DE EQUADOR, KERIGMA, CAJUPIRANGA, CAIÇARA DO RIO DOS VENTOS E  TENÓRIO NA PARAIBA, SE FIZERAM PRESENTES PARTICIPANDO  DA PROGRAMAÇÃO.  A PALAVRA FOI MINISTADA PELO PASTOR  NETO DE RECIFE DA MISSÃO FONTE NO DESERTO.  O GRUPO DE LOUVOR DO PROJETO SAL DA TERRA, TAMBÉM FEZ VÁRIAS APRESENTAÇÕES ENTOANDO CANTICOS E SALMODIANDO AO SENHOR  DURANTE OS DOIS  DIAS DE CONFERÊNCIA. TIVEMOS TAMBÉM A PARTICIPAÇÃO  DAS CRIANÇAS  APRENDENDO A SER UM MISSIONARIOZINHO. O GRUPO DE COREOGRAFIA  ESTAVA MARAVILHOSO. HOUVE  APRESENTAÇÃO DAS BANDEIRAS,  ASSIM COMO DO PROJETO “EMBAIXADORES DE CRISTO”.   A SAFE – SOCIEDADE AUXILIADORA FEMININA  ABRILHANTOU A PROGRAMAÇÃO COM UM  LOUVOR ...ENFIM TUDO  FOI FEITO COM MUITO AMOR  PARA HONRA E GLÓRIA DO NOSSO DEUS.

                O PASTOR  NETO ENFATIZOU QUE O PRIMEIRO PASSO  PARA FAZER MISSÃO É  VOCÊ SER CRENTE, SALVO E JUSTIFICADO.  O  AMOR PELAS PESSOAS NOS LEVA A ENTENDER QUE É MELHOR DAR DO QUE RECEBER. DEVEMOS AMAR OS MENOS AMADOS. ALERTOU QUE DEVEMOS FAZER A OBRA DE DEUS,  MOTIVADOS. Deus tem um propósito para cada um de nós.  Tudo que temos em nossas vidas é Jesus. Sem ele não somos nada. A obra de Deus não vai parar. É ele  que chama e capacita. Precisamos de homens que  tenham temor e tremor do Senhor. No Salmo 81.10 – A PALAVRA DIZ:  “ EU SOU O SENHOR, TEU DEUS, QUE TE FEZ SUBIR DA TERRA DO EGITO;   ABRE A TUA BOCA, E EU A ENCHEREI”. PORTANTO AMADOS VAMOS OBEDECER. SE A GENTE BUSCA E OBEDECE, DEUS NOS ABENÇOA!   O PRINCÍPIO DE MAIOR VALOR  NA VIDA CRISTÃ É A OBEDIÊNCIA...DEVEMOS PREGAR O EVANGELHO A TODA CRIATURA. AS VEZES,  AS LUTAS E  DIFICULDADES SERVEM DE EMPECILHOS PARA QUE  DESISTAMOS. NÃO SE DEIXE ABATER. ELAS   SERVEM DE ÂNIMO  E NOS DEIXA COM MAIS VONTADE DE PROSSEGUIR , OLHANDO PRO  ALTO QUE É  JESUS CRISTO..ESTE FOI O EXEMPLO QUE O APÓSTOLO PAULO  NOS DEIXOU. ELE NÃO OLHOU PARA AS ADVERSIDADES, PROSSEGUIU, PERSEVEROU E SE TORNOU DEPOIS DE  JESUS O MAIOR  MISSIONÁRIO  DE TODOS OS TEMPOS!. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Anel de Tucum


"Anel de Tucum" 

Este anel é feito a partir de uma palmeira da Amazônia cheia de espinhos e não do côco. É sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel, normalmente, significa que assumiu essas causas. E, as suas conseqüências.

Esse símbolo foi bem escolhido, pois assim como é penoso fazer o anel de tucum, também é árdua a luta por dignidade, vida, esperança e paz.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Estratégia dos oito passos

“Tornar pessoas descrentes em verdadeiros e frutíferos
discípulos de nosso Senhor Jesus Cristo”

Passo 1: Estabelecer relacionamentos íntegros com o descrente. 
As pessoas são importantes para Deus e muitas delas estão caminhando para a morte eterna.  Nossos relacionamentos, acima de qualquer outro interesse, devem expressar o valor que cada vida tem  para o Senhor Jesus.
Passo 2: Testemunhar verbalmente do amor de Jesus
Chega um momento em que temos que explicar o “porquê” da diferença que pode ser notada em nossas vidas – o que significa ser um crente – pois o ministério da reconciliação depende da comunicação dos crentes com os descrentes através da verbalização  da fé.
Passo 3: Promover encontros facilitadores
Encontros facilitadores são oportunidades para os descrentes serem expostos ao Senhor Jesus Cristo e à sua obra redentora num ambiente neutro, sem as ameaças dos jargões e rituais evangélicos.  Ex.: chás, jantares, acampamentos, retiros, grupos familiares, eventos esportivos e soiciais, passeios, etc.
Passo 4: Freqüentar a grande congregação
Será que até este passo temos cumprido de forma desejável a nossa missão?  Claro que não!  O que temos aqui são bebês espirituais com fraldas sujas do pecado.  O culto e o ensino estimulam a adoração, a comunhão, a celebração, o compartilhar e a ministração da Palavra de Deus.  É o purificar do Espírito Santo.
Passo 5: Participar num pequeno grupo
Cada membro da igreja deve fazer parte de um pequeno grupo, onde os princípios de mutualidade são vencidos e o cuidado pastoral se torna mais eficiente e efetivo.  O pequeno grupo oferece amizade, a instrução, o apoio, o encorajamento e o suporte de que tanto precisamos
Passo 6: Participar no aperfeiçoamento dos santos
A maturidade espiritual de cada membro estará garantida através da participação no processo de aperfeiçoamento contínuo dos santos.  Enquanto evangelistas e pastores mestres são dados à igreja como dons, a fim de promoverem o aperfeiçoamento dos santos, cada crente tem a responsabilidade de participar ativamente do processo de buscar, receber e transmitir conhecimento, o qual é transformado em vida santa e serviço à comunidade.
Passo 7: Servir num ministério
Cada membro da igreja foi colocado no Corpo de Cristo com a finalidade de glorificar a Deus e servir a comunidade.  Colocando dons e talentos a disposição do Corpo de Cristo teremos pessoas certas, nos lugares certos, pelas razões certas.  A igreja que anda nestes parâmetros é guiada por líderes, ensina por professores, administrada por administradores, sustentada pelos que contribuem com liberalidade e será uma fonte poderosa da ação do Espírito Santo.

Passo 8: Ser um mordomo fiel de Cristo
O crente deve administrar o que Deus tem posto sob seu cuidado, de forma a glorificá-lo.  Isto inclui aprender a viver contente em toda e qualquer situação, trabalho honesto, generosidade, suprimento das legítimas necessidades dos outros.  Fidelidade no sustento da obra e recusa da avareza, da luxúria, livrando-se das dívidas como quem prima por dever apenas o amor.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Jesus morreu em seu lugar

TEXTO: João 18.39-40 39. Falando isto, saiu de novo, foi ter com os judeus, e disse-lhes: “Não acho nele crime algum. Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?” 40. Então todos gritaram novamente e disseram: “Não” A este não! Mas a Barrabás!” (Barrabás era um salteador). 1) INTRODUÇÃO Esta mensagem mudará seu conceito de convertido e de um cristão, para um amigo do Senhor Jesus. Quando pedi ao Senhor uma palavra para ministrar aos seus filhos, então Deus me trouxe ao coração esta palavra e enquanto eu a preparava meu coração estremecia dentro do peito e meus olhos se enchiam de lágrimas pelo tamanho do poder nela contido. Por isso quero lhes dizer que algo muito forte vai acontecer em seu coração após se alimentar dessa mensagem e que verdadeiramente Deus é contigo. Esta mensagem fala-nos de um personagem muito pouco pregado nos púlpitos e que teve um papel fundamental no contexto histórico da humanidade. Alguém que mesmo com uma pequena participação literária, fez com que a história inteira tivesse um evento extraordinário. Abra seu coração e deixe a luz da palavra de Deus penetrar dentro de você e com toda certeza sua vida nunca mais será a mesmo. 2) A HISTÓRIA DO JULGAMENTO Durante o martírio de Jesus, Ele tem que enfrentar seis julgamentos dos quais três já estavam previsto por Deus, para que ninguém duvidasse de sua soberania e realeza, e em um desses julgamentos Jesus é trazido para diante da multidão numa tentativa covarde de Pilatos de se livrar de um inocente o qual o povo queria morto. Estavam as vésperas da páscoa e neste tempo ninguém era julgado ou crucificado não se executava ninguém embora a crucificação de três marginais já estava prevista. Eles precisavam se apressar se quisessem ver Jesus crucificado. Como eram vésperas da Páscoa, era de costume que soltasse um preso e lhe perdoasse seus crimes, e mais uma vez o covarde Pilatos usa dessa condição para tentar se livrar do inocente Jesus, mas seu tiro sai pela culatra. Pilatos manda dar uma surra em Jesus para que o povo ficasse satisfeito e com pena de Jesus e assim decidissem que já era o bastante e o soltassem, pois não havia nele crime algum. Pilatos sabia quem era o criminoso chamado Barrabás, o qual ele mesmo mandou prender por crimes hediondos e agora o coloca em escolha; Jesus ou Barrabás? Quem devo soltar? Escolham e decidam entre os dois, disse Pilatos. Mas para a surpresa de Pilatos o povo escolhe a Barrabás. Todos gritam em uma só voz: Solte Barrabás, crucifica Jesus! Na verdade o previsto era que Jesus, Barrabás, os dois ladrões, Dimas, o da direita e Jestas, o da esquerda fossem todos julgados e executados no mesmo dia. Mas deixe eu lhe falar algo. Quando prenderam Barrabás, Dimas e Jestas, os romanos ao saberem que a centença seria a morte de cruz, eles logo trataram de tirar as medidas corpórea dos condenados e assim foram feitas três cruzes, no tamanho certo de cada criminoso e no lugar certo foi iniciado um pequeno buraco para que o prego entrasse com mais facilidade. Como Jesus foi preso, julgado e decidido que fosse crucificado, não ouve tempo para que fosse confeccionada uma cruz na sua medida. Então ao ser decidido que um deveria ser solto, e este seria Barrabás, logo a sua cruz, que era segundo a história um homenzarrão, passou para Jesus. É por isso que lhe rasgaram as carnes da juntura do ombro. Ele levou sobre os ombros uma cruz que não era dele. Ele foi pregado em uma cruz que não foi feita para Ele. 3) A HISTÓRIA DE BARRABÁS O nome verdadeiro desse marginal era Bar Aba, que significa “filho de pai nobre”, um patriota desordeiro, violento, revoltado. Um homem natural da cidade de Jope. Tinha como profissão ser remador de botes, porém devido a falta do pagamento dos impostos, que eram muito altos, as autoridades romanas lhe tomavam o seus pertences para pagar impostos atrasados, lhe tirando a ferramenta de sustento, e com isso ele se tornou um revoltado com o confisco de seus bens, e entre eles o bote. Era dotado de muita coragem, força e espírito de iniciativa, mas era muito ignorante e falador. Com os prejuízos que sofrera, acabou se tornando um salteador das estradas e seu ofício ganhou fama e alguns seguidores, formando um pelotão de marginais do qual se tornou o chefe. Gerava muito medo por onde andava, pois roubava todos os pertences de quem quer que seja. Chegou a vir as escondidas para a cidade de Jerusalém onde trabalhou escondidamente na parte de baixo de Jerusalém no vale do Kidron. Bandido ferrenho, atormentava a vida dos romanos. Cetra vez atacou com seu bando uma guarnição de soldados romanos na cidade de Cafarnaum, roubando todo o soldo da tropa. Chegou a roubar também os bens dos sacerdotes do templo judaico. Caifás ficou muito irado e desesperado, então queixou-se a Pilatos dizendo que se não houvesse providência, iria se informar ao imperador Tibério, o que não seria nada bom para Pilatos. Por atacar o pelotão de soldados romanos e os sacerdotes do templo, Barrabás foi procurado e caçado por todos os lugares e acabou sendo preso pelo Centurião Varro, juntamente com seus comparsas, Dimas e Jestas. Assim a pena de Barrabás seria nada mais nada menos que a crucificação. Barrabás estava preso e já tinha sido condenado à crucificação e para ele foi uma grande surpresa ser escolhido pelo povo para ser solto. Não sabia o que estava acontecendo e só foi saber disto bem mais tarde. 4) A MÃE DE BAR ABA Conta-nos alguns historiadores que certa ocasião em que Jesus estava reunido com os apóstolos na casa de Pedro ocasião que curou sua sogra, e Jesus estando sob o crepúsculo, muitas pessoas vinham a Ele para serem curados. Entre estas pessoas veio uma mulher que entrou chorando copiosamente e muito aflita, ela caiu de joelhos aos pés de Jesus e suplicava algo a Ele. Os discípulos assustados, não esperavam que alguém chegasse ali e agisse daquela maneira. Então um deles a interrogou, perguntado quem era ela. E assim Barbolomeu então respondeu: - Conheço esta mulher. É a mãe de Bar Aba. Aquele mesmo que assaltava à mão armada nas estradas de Jericó e agora está preso sendo condenado à morte, e morte de cruz no monte Calvário. A mulher então disse a Jesus: - Senhor, tem piedade de meu filho Bar Aba, que foi condenado a morte. Ele foi arrastado ao crime por injustiças e desesperos. Sempre foi um rapaz obediente, dedicado ao trabalho. Entretanto, atraído por estes males se involveu com quadrilhas que assaltavam os viajantes que assustam Samaria e Damasco. Tem pena de mim, que sou mãe desventurada, pois sei que tudo podes. Curaste o filho da viúva de Naim, o cego de Jericó, o servo do Centurião romano e ressuscitaste Lázaro, o irmão de Marta. Jesus olhou amorosamente a mãe aflita de Barrabás e perguntou-lhe: - Que queres de mim, mulher? Disse Jesus. - Peço-te que o salves meu filho da morte, pois dentro de alguns dias será crucificado. Sei que és bom e podes impedir que ele morra. Faze um milagre. E assim concluiu, chorando e beijando os pés do mestre. Então Jesus completa dizendo: - Vai, mulher, porque Deus tem ouvido as tuas orações e por isso mandou seu filho ao mundo, para que se cumpram as escrituras. A mulher beijou as sandálias do divino mestre e saiu a correr dentro da noite alta e tranqüila, gritando como quem fala para o mundo: - Jesus salvou meu filho! Ben Bar Aba não morrerá”. 3) BAR ABA É SOLTO Mateus chama Barrabás de um "preso muito conhecido". Marcos diz que ele foi "preso com amotinadores, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio". Lucas afirma que ele foi lançado na prisão "por causa de uma sedição na cidade e também por homicídio". João o chama "salteador". Sim! ele era tudo isso, mas aprove a Deus colocá-lo em seus planos. Chegou o dia da crucificação de Barrabás, Dimas e Jestas, porém algo estava para acontecer. Algo que mudaria a história de um condenado chamado Bar Aba. Penso que no corredor da morte Barrabás faz uma reflexão de vida, e talvez desejasse ver sua mãe. Então um barulho se faz ser ouvido na prisão. É o som de alguém abrindo a porta da cela. E ele logo pensa: “Chegou a minha hora de morrer” Então o soldado romano vai em direção a Barrabás e diz a ele: - Pode ir Barrabás! Você está livre! Talvez meio assustado e sem muito acreditar, ele pergunta: - Mas eu não vou morrer? E o soldado romano que a tudo assistiu lá fora, e também sem muito acreditar, reponde: - Outra pessoa vai morrer em seu lugar! Assim Barrabás sai e é levado até a presença de Pilatos para ser posto em liberdade. Ao chegar no que mais parecia um tribunal público ele se encontra com aquele que morreria em seu lugar e por um instante Barrabás olha nos olhos de Jesus e pensa em seu intimo: “O que será que ele fez para morrer em meu lugar?” Mesmo sem mover os lábios ele ouve uma voz que lhe fala no coração: - Vai em paz! Você está livre! Eu morrerei em seu lugar. O restante creio que você já sabe. Jesus foi crucificado e como foi com o primeiro Adão, agora com o segundo Adão dá vida a sua noiva, mas esta é uma outra mensagem. Não se sabe se Barrabás mudou de vida, nem o que aconteceu com ele depois da morte de Jesus. Mas eu creio que vou encontrá-lo no céu, e então vou lhe perguntar: - Amigo irmão Barrabás. Você soube mais que ninguém o sentido da frase: “Jesus morreu em meu lugar”. Então me diga como foi aquele dia na sua vida? 4) CONCLUSÃO Hoje eu não quero dizer ou pregar para um povo que ficou como acusadores e assim ainda escolhem crucificar a Jesus, pois ainda continuam a se contamirarem com os mesmos pensamentos de maldade. Mas quero dizer para os muitos Barrabás que estão no corredor da morte, pois algumas injustiças humanas, ou algumas tempestades da vida o fizeram revoltar contra tudo e contra todos. Pessoas que sofreram grandes perdas irreparáveis e dolorosas, e assim se tornaram amargas, não que sejam amargas, mas se tornaram amargas e tristes. A estes quero me dirigir agora e dizer lhes que Jesus morreu em seu lugar e você está livre para adorá-lo e ser feliz. Verdadeiramente Barrabás sentiu na pele o que é ouvir e viver. E assim ele poderia dizer o que eu peço humildemente a você que diga agora aí onde está agora: JESUS MORREU EM MEU LUGAR!! JESUS MORREU EM MEU LUGAR!! Eu estou livre!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! | Autor: Pr. Alexandre Augusto | Divulgação: EstudosGospel.Com.BR |

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Entendendo Missões.

Bíblia: sujeito ou objeto de missões? Como podemos melhor correlacionar “missões” ou “missão” com a Bíblia? Podemos pensar neste assunto como resposta à seguinte pergunta: de que maneira a Bíblia é “missionária”? Coloco a palavra “missionária” entre aspas, porque a resposta depende em parte de como ela é entendida. Compreendemos “missionária” mais em termos do empreendimento institucional da igreja (“missões”, ou “missiones ecclesiae”)? Ou entendemos “missionária” em termos do plano de Deus (“missão” ou “Missio Dei”) para o mundo? Ou entendemos como uma correlação entre os dois? Não coloquei a palavra “Bíblia” entre aspas porque já pressuponho a delimitação protestante dos livros da Bíblia. Mesmo assim, a resposta para a nossa pergunta (de que maneira a Bíblia é missionária?) depende de como se entende a Bíblia nesta relação: como o sujeito da conversa com “missões” ou como o objeto da conversa? Para ajudar, estou propondo quatro maneiras de relacionar “missões” ou “missão” com a Bíblia: A relação entre o conceito de “missão” e a Bíblia é semelhante à relação entre o conceito de “cultura” e a antropologia. A antropologia, por exemplo, usou a palavra “cultura” para descrever todos os costumes e perspectiva de vida de um povo. Antes, a palavra percorria os campos da agronomia para se referir aos plantios, e da educação para se referir ou à etiqueta ou comportamento pessoal ou à formação acadêmica de um indivíduo. A antropologia, portanto, usurpou a palavra “cultura” de um modo mais abrangente e assim acabou transformando o conceito. Semelhantemente, a palavra “missão” deriva da palavra latina “missionem” (nom. “missio”) e do verbo “mittere” (enviar) e surgiu somente em 1598 pelos jesuítas para descrever o envio dos seus membros para outros países. Hoje, ela é usada para descrever a evangelização e o desenvolvimento da igreja em lugares novos. Mas como a palavra “cultura” no âmbito da antropologia, a palavra “missão” é definida em termos circulares. É sempre necessário explicar ao “que” que se refere.1 Quando falamos de “missão” já partimos de uma ideia mais abrangente, porém inclusiva, da ideia de missões. Por “missão”, hoje em dia, entende-se costumeiramente da “missão de Deus” (“missio Dei”), ou mais simples ainda, “o plano de Deus para o mundo que ele criou”, o que, por sua vez, inclui uma incumbência, logo “missões”, para um povo que ele chama para participar e contribuir para este plano. Ao falar da missão de Deus não estamos mais limitados às atividades de expansão das diversas instituições denominacionais e missionárias. Quando pensamos na Bíblia como a “história” da missão de Deus, e por consequência, o início da história da vocação missionária do povo de Deus, estamos logo no campo complicado da hermenêutica. Estamos propondo a “missão de Deus” como uma chave para a interpretação das Escrituras. Para entender melhor a missão de Deus como a chave hermenêutica da Bíblia recorremos ao modelo hermenêutico relativamente simples, mas esclarecedor de Paul Ricoeur. Ele fala de três “locais” de interpretação: o significado do texto em si, o significado “atrás” do texto e o significado “na frente” do texto: Atrás do texto: missão dos autores/editores e das comunidades Dentro do texto: missão como enredo bíblico Na frente do texto: missão na percepção dos leitores (cânon, credos, no uso ou não) Estes três planos hermenêuticos correspondem às quatro relações mencionadas acima entre “missão” e a Bíblia da seguinte maneira: Estudiosos estão expondo a temática de missão na Bíblia já há alguns anos.2 As suas contribuições são muitas, variadas e importantes. Há certo consenso que “missão” é um tema abrangente da Bíblia. Mas não há um consenso de como desenvolver uma hermenêutica missional da Bíblia, embora George Hunsberger proponha um mapeamento da conversa e o relativo consenso que a conversa já provocou.3 Sugiro que a falta de consenso se deve aos diferentes planos hermenêuticos que interessam para cada autor. Missão atrás do texto Um exemplo. Darrell Guder pressupõe o nível hermenêutico que se localiza “atrás do texto”. Isto é, ele ressalta o propósito missionário dos autores e editores que produziram o texto bíblico e as preocupações missionárias das comunidades que eles representam. Para ilustrar, as cartas de Paulo refletem as suas próprias preocupações missionárias e as das comunidades para quem ele escreve. Quando ele incentiva a união entre judeus cristãos e gentios cristãos da igreja em Romanos 12-14 ele apela, entre outras coisas, às passagens messiânicas do Antigo Testamento que antecipam o louvor a Deus tanto de judeus quanto de gentios pelas misericórdias de Deus já experimentadas (Rm 15.1-13).4 O texto da Carta aos Romanos, então, reflete os desafios missionários tanto de Paulo quanto dos cristãos em Roma. Semelhantemente, as diferenças entre os quatro Evangelhos se devem, em parte, às diferentes perspectivas e agendas dos seus autores e das comunidades “por trás” destes Evangelhos e assim fornecem um estudo de caso interessante de desafio e engajamento missionário da igreja primitiva. O mesmo pode ser dito sobre os diversos documentos do Antigo Testamento. O importante em tudo isso é reparar que a temática missionária como chave de interpretação bíblica opera “atrás do texto”. Pergunta sobre a origem histórica dos textos bíblicos e o propósito original e missionário que eles serviram na comunidade dos seus primeiros leitores. Assim, Guder traz uma contribuição importante ao diálogo sobre a relevância de missão para a Bíblia. Ele conclui: “o propósito desta ‘Palavra de Deus escrita’ era e é a formação contínua da igreja missional. (...) Esta formação ocorre quando a palavra bíblica opera poderosamente dentro da comunidade.”5 Missão dentro do texto A grande maioria de missiólogos que defendem missão como a temática da Bíblia trabalha no plano hermenêutico que Ricoeur denomina “dentro do texto”. “Na sua leitura bíblica estes fazem mais perguntas teológicas que históricas. O seu enfoque está especificamente no desenvolvimento dos diversos enredos literários dos autores e no desdobramento canônico da narração. Johannes Blauw foi um dos primeiros a propor esta temática em 1964.6 No Brasil eu também tenho escrito dentro desta perspectiva hermenêutica.7 Atualmente Chris Wright se destaca como o missiólogo mais proeminente que propõe a narração da missão de Deus como a chave para a interpretação bíblica.8Para esclarecer a sua perspectiva ele fala sobre a base missional da Bíblia ao invés da base bíblica de missão. Assim, ele ressalta a missão de Deus como o enredo da narração bíblica, o “propósito para o qual a Bíblia existe” que nos apresenta o Deus (missionário) da Bíblia e um povo missionário com quem somos convidados a participar. A missão de Deus, para Wright, é “a narração que a Bíblia nos conta sobre este Deus e este povo e, de fato, sobre este mundo e o seu futuro”.9 “Por esta razão, a missão pode fornecer a estrutura tanto para a nossa aproximação hermenêutica para a leitura da Bíblia quanto para a organização do nosso relato da teologia bíblica.”10 Em resumo, ao enfatizar a sequência e os enredos literários da Bíblia, Wright e outros autores operam a partir de uma perspectiva que destaca os significados hermenêuticos “dentro” do texto. Missão na frente do texto Finalmente alguns autores se interessam mais na interpretação missiológica que a Bíblia provoca na leitura das diversas comunidades contemporâneas geradas por ela. Por exemplo, para Michael Barram, uma interpretação missionária é uma “leitura do texto bíblico enraizada na convicção básica de que Deus tem uma missão no mundo e que nós lemos as Escrituras como uma comunidade chamada para, e cativada por aqueles propósitos divinos.”11 Esta perspectiva peculiar se caracteriza por um compromisso de articular fielmente a missão de Deus e o papel que a comunidade tem na realização desta missão. Em termos mais formais e teóricos isto leva para a elaboração de teologias locais ou “contextuais”. Em termos mais pragmáticos, esta perspectiva leva ao engajamento missionário das comunidades de fé. A igreja compreende a sua tarefa neste mundo – a motivação, o meio, a prioridade, o alvo, a abrangência e o significado desta missão – derivada da própria “missão” de Deus para e a favor do mundo. Esta compreensão se informa por meio de reflexão atenciosa à revelação de Deus nas Escrituras e atenção criteriosa aos diversos contextos particulares. A reflexão pela igreja da sua tarefa no mundo – a missiologia – nunca termina, da mesma forma que a sua missão no mundo se cumpre somente no retorno de Cristo. A reflexão teológica contextual permanecerá sempre essencial para o engajamento efetivo da igreja na sua missão. A igreja hoje continua a tarefa do povo de Deus através dos séculos desde o chamado inicial de Abraão, que deriva da própria missão de Deus e ultimamente da natureza de Deus. A natureza atual desta tarefa se esclarece por meio de reflexão cuidadosa nas manifestações anteriores da missão de Deus através dos séculos, com atenção proeminente dada às Escrituras e reconhecendo a prioridade hermenêutica do Novo Testamento como sua expressão mais plena. Não é apenas a continuidade bíblica e histórica da igreja com as gerações anteriores que é essencial para a sua reflexão sobre e engajamento com a sua missão. Também é essencial a sua continuidade espacial, isto é, a sua unidade com a igreja universal. Pelo menos este foi o desejo de Jesus expresso na sua oração sacerdotal pela unidade dos seus discípulos (Jo 17.21). Implicações dos três planos de interpretação A vantagem deste mapeamento das diversas maneiras de tratar a Bíblia a partir da missão de Deus, usando a analogia dos três planos hermenêuticos de Paul Ricoeur, é que tanto legitima estas três perspectivas por adotarem pontos de partida hermenêuticos diferentes, quanto ajuda a correlacioná-las. Diante dos três planos de interpretação não se faz necessário harmonizar as diversas contribuições em uma só hermenêutica missional da Bíblia. É perfeitamente possível entender a contribuição legítima de cada uma. Mas talvez seja possível correlacionar melhor as três perspectivas. Por exemplo, a tentativa de explicitar os motivos e intenções missionárias dos autores e das comunidades que contribuíram para a produção dos diversos documentos da Bíblia - o significado missional “atrás” do texto - ilumina o enredo missional “dentro” do texto ao longo das Escrituras. E isto, por sua vez, é a base essencial para refletir mais responsavelmente a respeito do local missional dos leitores destes textos até os dias de hoje e em cada contexto social e étnico. Missionário Timóteo Carriker.